Claudio Nasajon
Nem tudo que reluz é ouro

Outro dia, eu fui ao centro com a minha família para passear na nova área do Porto Maravilha e não me surpreendi ao ver uma multidão de turistas passeando pela Praça Mauá, pelo Museu do Amanhã e pelo AquaRio.

O que me chamou a atenção foi o fato de que um dos restaurantes onde eu costumo almoçar durante a semana estava fechado.

O cara não percebe que está jogando dinheiro fora? Como é que deixa o restaurante fechado com tanta gente passando pela porta sábados e domingos?

A explicação veio alguns dias depois.

Fica aí que eu conto.

Como eu disse, esse é um dos lugares onde eu costumo almoçar durante a semana. Então, alguns dias depois eu fui lá e encontrei com o dono.

“Ô fulano, eu vim semana passada aqui passear com a família e vi teu restaurante fechado. Tá sobrando dinheiro? Por que você não abre?”

Aí ele me explicou.

“Eu abri durante dois meses seguidos, Claudio”, disse ele. “Mas perdi dinheiro absolutamente todos os dias e cheguei à conclusão de que não vale a pena abrir.”

Algumas coisas colaboram para esse resultado:

Primeiro: o custo operacional é maior. Porque precisa pagar horas extras, por exemplo, há necessidade de fazer rodízios pra fazer reformas ou manutenção de equipamentos.

Segundo: o público do fim de semana é diferente. Ou são turistas que vêm de navio, e aí almoçam no próprio barco que é de graça ou vão para a zona sul ou outros pontos mais badalados.

Ou são turistas de uma classe mais baixa que buscam comidas mais baratas e reclamam de um prato a trinta e cinco reais, por exemplo.

Conclusão: mesmo com metade da tropa, o restaurante não fatura o suficiente para pagar as despesas de ficar aberto.

“Ah… entendi”, disse eu com cara de vergonha, eu que tava achando que ele que era burro, né?

Aí você me pergunta: como saber quando uma atividade é rentável e vale a pena fazer e quando é melhor fechar as portas e descansar?

Bom… um método que eu uso na minha empresa é o cálculo do custo por atividade, também conhecido como ABC, do inglês – activity based cost.

Você pode calcular ele numa planilha, mas um bom ERP te dá a informação mais facilmente e aí, sabendo quanto custa cada coisa que você faz na empresa, fica nítido quando alguma coisa dá lucro e quando dá prejuízo.

Se você quiser conhecer melhor a metodologia que eu utilizo, basta mandar uma mensagem pelo meu site e eu peço alguém do meu time pra marcar uma demonstração: claudionasajon.com.br

Agora eu te pergunto: você já achou que alguém era tolo porque tava fazendo alguma coisa diferente e depois viu que ele é que tinha razão? Conta aí pra gente! Bota aqui nos comentários.

Espero que esse tema tenha sido útil para você! Ainda, se quiser conversar comigo AO VIVO, participe da “Conversa Empresarial” que eu promovo todas as quartas-feiras às 12h34. Basta fazer a inscrição aqui. Até a próxima!

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